sábado, 20 de setembro de 2008

ESTRELAS GUIADORAS




Olhando as estrelas
Enxergo alem do meu olhar
Alem da imaginação
A minha respiração fica solta e minhas asas
livres para poder voar alto e leve....

No céu brilham.
São pontos iluminados,muitas vezes formam
desenho encantado...
De dia,o azul é estampado e são formados nuvens que parecem algodão doce,com seu cheiro perfumado,como as flores cultivadas em seu jardim...

O mel sulgado de seus labios,é o favo que tenho provado,sentidos harmonicos....
São melodias em cifras,que não sei descreve-lo
Apenas sinto

No Olfato!seu perfume é recebido é desejado.
No Tato! o toque de suas mãos sobre minha face.
E sua respiração preza sinto quando está perto de meu paladar...
*Em todos os sentidos
Ariane Martins

domingo, 14 de setembro de 2008

MANHÃ FILOSOFAL



Esta manhã quando acordei e abri a janela
Senti o cheiro da chuva
E é nesta manhã (bucólica)
Que me lembro da morte

E não obstante vejo um filme passar
Frente aos meus olhos
Vejo:
Minha vida toda...
Meus pecados, os momentos felizes.
Vejo também meus amigos, minha família.

E tudo isso me parece um papel de bala
Não tenho certeza da vida ou da morte
Porem eu sei, que toda a minha vida é um papel de bala.

E percebo que nada é tão natural como parece
Todos os seres e vidas são como papel de bala
E tudo o que eu amo e dou valor:
Os pecados, a felicidade, as amizades.
A família e claro o papel de bala

Não passam de uma manhã filosofal

Ilornë

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

C A T A C L I S M A


O rádio – relógio já reclamava, eram seis horas da manhã, meus olhos ardiam e minhas pálpebras pareciam pesar toneladas, minha mente estava confusa não tinha noção do real, na verdade, era um misto de sonho e realidade. Meu corpo estava todo dolorido, minhas juntas pareciam estar secas, eu sentia náuseas. Levantei-me e fui até a cozinha abri a geladeira e tomei um gole d’água veio à tona as antigas nostalgias que outrora esquecidas permaneciam inoculadas em meu ser. Dirigi-me até o banheiro e deparei-me com meu reflexo no espelho só naquele instante pude perceber a mudança brusca do ser, a mutualidade individual, a solidão traduzida em paradigmas e dogmas fantasiados em sorrisos hipócritas. Como a lagarta que se refugia em seu casulo meu espírito se refugiava por traz de sorrisos e gracejos, tudo começou a ficar confuso vinham-me mil pensamentos e lembranças minha alma estava em erupção. Eu regurgitava hipocrisias, na minha pele nasciam chagas de imposturas e tumores de credos nunca vividos. Meu rosto distorcia-se formando aberrações nocivas jamais vistas. Estava tudo tão à flor – da – pele.
Todo o organismo se acalmou estava bombardeado, desfalecido. O sol já estava lá a estrela da manhã já escalava o céu, um galo beberrão já o anunciava como um arauto, e assim aquecendo meu rosto acalentava meu cadáver. Tudo era novo, metafísico, filosófico. Minh’alma se engrandecia já um tanto dilatada, desprovida de inércia se desabrochava ao mundo em gotas de orvalho fresco. O cataclisma se acalmara como a efêmera chama que se apaga no arfar do suspiro. Tudo se renova tudo se transforma um tanto bem maior ou não se renovemos todos os dias como o sol batalha de noite para renascer da manhã.
Semper Dun Vivan!
Que brilhe assim nossa luz!
Ilornë