sexta-feira, 24 de junho de 2011

Porque sei que nada sei dessa vida!

Hoje descobri de onde vem minha inspiração. Descobri que ela vem da minha solidão.

É! Solidão.

Estou sozinho em um quarto de hotel e minha mente parece borbulhar pensamentos e devaneios sobre a vida. Me sinto excitado a escrever.

A cada dia que passa sei que nada sei dessa vida!

Essa vida, que já não sei, se é passageira ou se somos passageiros dela. Vivemos nessa corda – bamba, de um lado a felicidade do outro a tristeza e em baixo a morte, o lado mais oculto e perspicaz da vida. E nós, cujo, se equilibramos tentando manter o equilíbrio entre dois pólos opostos, separados pela linha das nossas escolhas e atitudes.

Fico a deleitar-me sobre a mágica, a metafísica das coisas, enquanto escrevo existe alguém em algum lugar nesse instante momento se apaixonando, outros chorando por luto ou crianças reclusas em seu leito desfrutando do sono dos anjos ou até mesmo jovens embriagados curtindo intensamente seus anos áureos que nunca voltará. E algum velho seguro em pequeno fio de vida que acabará de falecer.

O mundo gira, o tempo urge e as horas correm e tudo acontece por inércia em pequenos intervalos separados por um piscar de olhos, a vida é assim simples, intensa e complexa de uma forma tão sobrenatural tão eclesiástica que me faz sentir humano, mas não só humano, mais um humano humanizado provido de caridade e paixão pelas pessoas e pelas coisas simples.

Somos parte de um todo, de uma unidade separada em fragmentos, pequenos pedacinhos de vida e de alguma forma somos todos ligados, alguns por sentimentos abstratos, outros por sentimentos explícitos, não importa como somos ligados o que importa é que essa ligação é expressa por um único sentimento, o amor.

Pode ser amor de amizade, amor de paixão ou até mesmo amor fraternal, mas que seja amor.

Caro leitor (a) ame a vida, as pessoas, o sol, a lua não importa apenas ame intensamente, pois tudo que fazemos com amor damos valor, dedicação e carinho. Tudo o que fazemos com amor transpassa de uma maneira transcendental e se destaca naturalmente.

O segredo da vida esta aí, a origem do mundo está aí simples e imutável no amor.

Ame a vida e segue!

sábado, 26 de março de 2011

Isso não é uma declaração de amor!

Não sou a pessoa mais sentimental desse mundo!

Em meu peito carrego a rosa que se abrocha em pétalas de amor e paixão, arranhada pelos próprios espinhos.

Dinorah, quando te vejo ao longe, na linha do horizonte a rosa murcha, se desfaz pétala por pétala como em dias mornos de outono, deixando apenas um vácuo, vazio, gélido e cálido.

Ah, Dinorah! Quem me dera me perder no céu da sua boca, tatuar seus beijos em meus lábios, te amar em poucos minutos como nunca amei ninguém, sentir a rotina do arrepio da sua pele.

Carrego comigo a doçura do seu sorriso, a beleza do seu olhar. Queria poder desenhar a candura da sua alma na lua, só para te observar todas as noites, me embriagar da tua inocência, da tua alma.

Eu roubaria o tempo só para te você mais uma vez ao meu lado, correríamos pelo firmamento anunciando nosso amor, colhendo estrelas como se fossem vaga-lumes, degustando nossa felicidade e gargalhadas de gota em gota como um vinho finíssimo.

Com você carregaria o sol em meu peito, imponente, vivo, pavio, colossal como um deus flamejando raios de amor, paixão, ternura e tudo o que há de melhor.

Porém passos meus dias e dias e dias, só. Separado como o sol e lua, como o fogo e água.

Dinorah longe de ti não posso ficar longe de você amor não posso viver você alimenta a minha alma, meu coração clama pelo teu toque, pelo cheiro dos seus cabelos, por ter você por perto.

E quando o vento toca o meu rosto me lembra que tempo vai com ele, levando em suas asas os meus dias dessa vida passageira. Todas as minhas certezas, meus conceitos, minhas virtudes e defeitos e nada pode deter o tempo.

O tempo se vai mais algo eu sempre guardarei, o seu amor que um dia eu encontrei, incrustei o seu amor em meu coração para nunca mais te esquecer seja da maneira que for.

Isso não é uma declaração de amor!

Te amo!