sábado, 26 de março de 2011

Isso não é uma declaração de amor!

Não sou a pessoa mais sentimental desse mundo!

Em meu peito carrego a rosa que se abrocha em pétalas de amor e paixão, arranhada pelos próprios espinhos.

Dinorah, quando te vejo ao longe, na linha do horizonte a rosa murcha, se desfaz pétala por pétala como em dias mornos de outono, deixando apenas um vácuo, vazio, gélido e cálido.

Ah, Dinorah! Quem me dera me perder no céu da sua boca, tatuar seus beijos em meus lábios, te amar em poucos minutos como nunca amei ninguém, sentir a rotina do arrepio da sua pele.

Carrego comigo a doçura do seu sorriso, a beleza do seu olhar. Queria poder desenhar a candura da sua alma na lua, só para te observar todas as noites, me embriagar da tua inocência, da tua alma.

Eu roubaria o tempo só para te você mais uma vez ao meu lado, correríamos pelo firmamento anunciando nosso amor, colhendo estrelas como se fossem vaga-lumes, degustando nossa felicidade e gargalhadas de gota em gota como um vinho finíssimo.

Com você carregaria o sol em meu peito, imponente, vivo, pavio, colossal como um deus flamejando raios de amor, paixão, ternura e tudo o que há de melhor.

Porém passos meus dias e dias e dias, só. Separado como o sol e lua, como o fogo e água.

Dinorah longe de ti não posso ficar longe de você amor não posso viver você alimenta a minha alma, meu coração clama pelo teu toque, pelo cheiro dos seus cabelos, por ter você por perto.

E quando o vento toca o meu rosto me lembra que tempo vai com ele, levando em suas asas os meus dias dessa vida passageira. Todas as minhas certezas, meus conceitos, minhas virtudes e defeitos e nada pode deter o tempo.

O tempo se vai mais algo eu sempre guardarei, o seu amor que um dia eu encontrei, incrustei o seu amor em meu coração para nunca mais te esquecer seja da maneira que for.

Isso não é uma declaração de amor!

Te amo!

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